Quando a gente menos espera
Quando eu conheço uma pessoa jamais imagino como ela pode se encaixar na minha vida (ou no meu pensamento) porque não espero mais muita coisa das pessoas em geral. Mas e quando você convive com uma pessoa por não muito tempo e ela some da sua vida (por motivo de força maior) e você acaba percebendo a falta que ela faz? Nunca fomos tão próximos no dia a dia, mas só o fato de poder me encontrar com ela por alguns minutos, ficar torcendo para que ela tocasse em mim e aquela energia me fizesse sentir vivo, já devia ser um sinal de que algo estava errado (ou muito certo). Uma pessoa que tem metade da minha idade não deveria fazer tanta diferença assim na minha vida, mas como a gente não programa nada, ela fez e ainda faz diferença. Fico na torcida para que chegue uma notificação do whatsapp e a mensagem seja dela. A chance de isso acontecer sem que eu envie a primeira mensagem? Zero. O último abraço que senti dela, chorando de tristeza, fez com que meu coração de pedra voltasse a funcionar. Ler um surpreendente "te amo muito" minutos depois desse abraço, mesmo imaginando que essa mesma frase foi enviada pra mais gente, é quase como plantar uma árvore que cresce em ritmo acelerado e a fico olhando crescer. Acabei de olhar o whatsapp e estava lá uma foto nova, um sorriso lindo e olhos que eu queria olhando só pra mim, como um adolescente. Se ela lesse esse texto provavelmente ficaria assustada e teria razão. Mas o que posso fazer? Ouvindo "Blackness of the Night" e pensando se mando ou não a mensagem que pensei em enviar amanhã ("Oi, tudo bem? Você começa no emprego novo Segunda mesmo? Que legal! Boa sorte!") e seria isso. Provavelmente só aconteceria mais um encontro em que ela seria rodeada de pessoas que a adoram e eu seria apenas mais um. Só poderei acompanhar a vida dela por fotos ou status do whatsapp. Nik, também te amo.